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  • Terapia Magnetolaser no Desporto

    Foi comprovado que o esforço físico a que o atleta constantemente se sujeita pode provocar alterações homeostáticas, transtornos específicos, reações não específicas de adaptação e distúrbios no funcionamento do sistema nervoso central, das glândulas endócrinas e de outros órgãos. O desporto atual carateriza-se pela especialização precoce, cargas intensas, aparecimento de atletas profissionais e alta concorrência. Muitas vezes o atleta treina com um cansaço geral ou cansaço (sobrecarga) das articulações, dos ligamentos e dos músculos. Nessas condições, aumenta o risco de lesões e doenças do sistema músculo-esquelético, de modo que a reabilitação do atleta continua a ser um dos problemas mais prementes na medicina desportiva.

    As lesões e doenças do sistema músculo-esquelético durante o treino ou nas competições podem afastar o atleta da prática desportiva por um período que pode ir de 3 semanas a 4 meses. A hipocinesia (falta de movimentos) provoca alterações funcionais em muitos órgãos e sistemas do organismo, afeta o nível de competitividade do atleta e deteriora a qualidade de vida e a capacidade de adaptação ao esforço físico do atleta. Segundo os estudos, os métodos convencionais de tratamento de lesões e doenças do sistema músculo-esquelético não são capazes de diminuir o período de afastamento da prática desportiva, devido, principalmente, a três razões: i) o tratamento não é iniciado no momento devido; ii) os métodos utilizados são pouco eficazes; e iii) o atleta regressa aos treinos e às competições antes do fim de tratamento.

    Particular atenção deverá ser dada à prevenção de lesões e doenças e utilização de métodos convencionais de tratamento nos atletas adolescentes, mais sujeitos ao stress e às lesões durante os treinos (2 treinos diários) e nas competições. Muitas vezes as alterações do sistema músculo-esquelético passam a desenvolver as suas formas latentes, sobretudo na fase inicial do processo de treino, devido ao nível deficiente de diagnóstico de alterações latentes, na fase de seleção de jovens atletas, o que pode resultar em doenças do sistema músculo-esquelético com o aumento de intensidade do treino. Assim sendo, os métodos objetivos de seleção de jovens atletas, o treino personificado e os métodos patogenéticos de prevenção e tratamento de lesões e doenças do sistema músculo-esquelético são as vias que devem ser seguidas para corrigir a situação.

    É de grande importância a questão de regresso ao treino no período pós-lesão. Até ao presente momento, tem sido o técnico o principal responsável pela definição dos prazos de recuperação, de acordo com a avaliação subjetiva, o que pode eventualmente levar a novas lesões ou desenvolvimento de doenças crónicas.

    Foi provado que, durante a pré-temporada, se mostrou altamente eficaz o conjunto de métodos fisioterapéuticos de prevenção e tratamento de lesões e doenças do sistema músculo-esquelético associado a um sistema de avaliação objetiva do estado do atleta desenvolvido com o intuito de estimar a função do aparelho neuromuscular, de forma a diagnosticar, numa fase precoce, os riscos de aparecimento de lesões e doenças do sistema músculo-esquelético. 

    A terapia magnetolaser permite diminuir a sensibilidade dos recetores, reduzir o período das fases de inflamação, diminuir o edema intersticial e a tensão dos tecidos, melhorar a oxidação dos tecidos, aumentar a velocidade do fluxo sanguíneo e o número de vasos colaterais, bem como intensificar a passagem de substâncias através da parede vascular. O efeito fotobiológico deste método deve-se a uma resposta de todos os órgãos e sistemas do organismo e uma ação analgésica e antiedematosa.

    A radiação laser com diferentes comprimentos de onda de emissão, sobretudo combinada com a exposição ao campo magnético, é capaz de promover o encurtamento das fases inflamatórias, a diminuição do risco de destruição da cartilagem da articulação, a normalização dos parâmetros sanguíneos e do líquido sinovial e de estimular a formação de células e da matriz da cartilagem hialina e do osso subcondral, nos casos de artrite traumática 

    Os dados dos estudos clínicos e experimentais levados a cabo ao longo dos últimos anos permitem classificar a terapia magnetolaser como um método terapêutico altamente eficaz, quer enquanto método autónomo quer associado a outros métodos de prevenção, tratamento e reabilitação no desporto. A terapia magnetolaser é capaz de reduzir o período de afastamento do atleta da prática desportiva, diminuir a incidência de lesões e doenças do sistema músculo-esquelético e melhorar a preparação física do atleta e os seus resultados desportivos.

     

    V. Buylin

    Doutor em Ciências Médicas

     

    Bibliografia:

    VRUBLEVSKIY, V. A.; ARCHAKOVA, L. I.; GURKO, V. – Efeito do tratamento laser sobre os processos de regeneração da cartilagem hialina. In: Meditsinskiy jurnal [Revista médica], n.º 2, 2008, Universidade Estatal de Medicina da Bielorrússia).

    DUBROVSKAYA, A. V. – Avaliação da eficácia de métodos fisioterapéuticos de prevenção e tratamento de lesões e doenças do sistema músculo-esquelético nos atletas- Resumo da tese de doutoramento. Moscovo, 2007, 23 p.